the beginning of a beautiful friendship

Vou directo ao assunto, apesar dos 3 jameson's, os dois alvarinhos e meia dúzia de imperiais: sempre sonhei escrever sobre cinema mas quem o faz são os críticos e eu gosto tanto de críticos como de apagar charutos no rabo. Não que já o tenha feito, mas imagino que seja - naturalmente - muito mau e assaz doloroso.
Desculpem o lugar-comum tipificado no título, certamente já utilizado em cerca de 100.000 posts por essa blogosfera afora - contabilizando apenas os portugueses. Mas, afinal, é disso mesmo que quero falar. Escrevo-vos de casa do Rui (ver post acima), onde nos encontramos a criar o presente blogue. Verdade seja dita, já me sentia bem nas tintas para a blogolândia. Não quero saber de comments, de polémicas, de referrals, de audiências, de esquerdas e direitas. O fascínio com o fenómeno desapareceu há muito.
Mas como alguém disse nesta noite de jantar e filmes, criar o NOITE AMERICANA, criar com entusiasmo um novo blogue, é um pouco como encantarmo-nos verdadeiramente por uma nova pessoa. Sim, interessa-me o conceito: falar de filmes mas, sobretudo, falar de tudo o que rodeia o fenómeno de nos juntarmos a um aglomerado de pessoas desconhecidas para, no escuro, assistir a uma película.
Podem esperar os nossos desejados para novo James Bond, os cinemas com melhor estacionamento de Lisboa, as nossas cenas de antologia (incluindo filmes de acção), o top-5 dos melhores decotes da 7ª arte, as melhores salas para a marmelada, as bilheteiras com melhor atendimento, as cadeiras mais confortáveis, os multiplex onde ainda existe intervalo para salvar os fumadores, textos ferrenhos contra a dobragem e muito mais - até, quem sabe?, uma ou outra crítica encapotada a filmes na praça. Mas sem distinguir entre clássicos e blockbusters.
Agora, se não se importam, tenho de continuar no álcool e numa animada conversa - fraternalmente geek - sobre cusquices dos grandes mestres nos anos 70, bandas sonoras perfeitas e filmes que passaram - injustamente - directos para vídeo. Domingos, Paulo, Rui, Alexandre, l'aventure commence.
Luís Filipe Borges

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